1. O que preciso fazer para abrir uma empresa?
O primeiro
passo é elaborar um contrato social e combinar com os sócios como será a relação
de vocês no futuro, definindo assuntos como entrada de novos sócios, saída,
morte, entre outros. É importante chamar advogados e contadores para orientar
sobre tributos e outras obrigações legais. Cumprir cuidadosamente todos os
requisitos legais e tomar todas as precauções logo de início são a melhor forma
de crescer e mostrar credibilidade a futuros sócios e investidores.
2. Qual é a melhor hora de contratar um contador?
Desde o
início. Entre os benefícios estão contar com o histórico de todas as atividades
e da evolução do negócio, todas as informações documentadas e organizadas, uma
visão clara da situação patrimonial e manter em dia o recolhimento de tributos e
obrigações trabalhistas. Um bom contador também pode contribuir com análises
para aperfeiçoar a gestão do negócio.
3. Como um advogado pode ajudar nessa fase?
Logo no
primeiro momento, o advogado pode ajudar na elaboração do contrato social. Além
disso, será útil na elaboração de um acordo de acionistas (que regula a relação
entre os sócios), além de fornecer consultoria tributária e assessoria nas
relações trabalhistas.
4. O que devo planejar antes de pôr a empresa para
funcionar?
Procure simular o faturamento possível durante o primeiro
ano, projetando mês a mês. Esse exercício é importante para obter a visão mais
realista possível do potencial do negócio. Da mesma forma, simule todos os
custos fixos (que não dependem das receitas) e variáveis. Essas estimativas
ajudarão a prever dois fatores essenciais: a necessidade de capital de giro e
sua variação ao longo do tempo.
5. Devo registrar meus colaboradores?
Sempre! Nunca
busque soluções alternativas e informais, mesmo que o colaborador esteja de
acordo. Além de ferir a legalidade, você poderá ter grandes dores de cabeça
judiciais no futuro e inibir a entrada de possíveis sócios e investidores.
6. Como montar uma boa equipe?
Busque pessoas iguais a
você no que se refere a caráter e princípios, e diferentes em relação a
competências e modo de ser. A diversidade de uma equipe traz benefícios às
discussões estratégicas, ao entendimento de mercado e ao crescimento
profissional. Procure pessoas que acreditam em você e no negócio. Crie um
ambiente em que todos possam conhecer os desafios e participar das vitórias.
7. Como convencer as pessoas a trabalhar comigo?
Nada
substitui a transparência e a autenticidade. Mostre seus planos, sonhos e
objetivos e não tenha medo de expor a situação real de seu negócio. Há muita
gente talentosa interessada em participar do crescimento de uma empresa, mais do
que em simplesmente ter um emprego.
8. Preciso de um plano de negócios? Como elaborar?
Mais
do que algo para apresentar a outras pessoas, o plano de negócios deve
constituir um “plano de voo” para você aprimorar o entendimento do negócio, de
seus desafios e suas estratégias. Comece descrevendo o objetivo, que mercado
quer atingir, a concorrência, os riscos, os pontos fortes e fracos e as
oportunidades. Inclua projeções de receitas e custos.
9. Como escolher um ponto comercial?
Não basta buscar
imóveis em ruas movimentadas. Uma análise do perfil da população (comercial ou
residencial) da região relacionada ao público que você quer atingir é
fundamental. Definida a necessidade ou desejo a suprir, é preciso encontrar os
clientes dispostos a pagar pela solução oferecida.
10. Quais cuidados devo tomar ao comprar um negócio já
existente?
Vários. Quem entra numa sociedade ou compra 100% de um
negócio passa a arcar com responsabilidades e eventuais passivos. Fazer uma
análise de riscos é fundamental. Deve-se pesquisar se há ações trabalhistas,
dívidas de qualquer natureza, impostos a recolher e práticas passadas que possam
gerar passivos futuros.
11. Como montar a estrutura organizacional?
A estrutura
deve ter o tamanho das necessidades atuais e antecipar algumas das próximas
etapas de desenvolvimento. Comece com pessoas que atendam aos desafios do
momento e ao mesmo tempo tenham condições de acompanhar o crescimento e formar
equipes.
12. Como estabelecer formalmente as rotinas da
empresa?
Anote tudo o que ocorre desde o primeiro dia de atividade.
Quanto mais informações, maior a capacidade de prever necessidades futuras e com
isso desenhar as rotinas que vão melhorar a qualidade dos processos. Informe aos
colaboradores quais serão as rotinas e sempre reforce a necessidade de
cumpri-las.
13. Como criar e pôr em prática uma política de
qualidade?
Política de qualidade é sempre buscar fazer certo e
melhor. É importante anotar tudo o que dá ou não dá certo. Colha opiniões de
colaboradores e clientes e, com isso, preveja uma lista de atitudes que
garantirão a qualidade dos negócios.
14. Como estabelecer os preços dos produtos?
Há duas
variáveis para chegar a um preço ideal. Uma é calcular os custos de produção,
considerando não apenas matéria-prima, mas gastos fixos, investimentos, ativo
imobilizado (bens destinados a manutenção das atividades econômicas, como
máquinas, imóveis, veículos etc.), entre outros. Depois, faça uma pesquisa dos
preços de produtos equivalentes. Isso dará uma estimativa do preço possível para
obter rentabilidade.
15. Como prospectar clientes?
Colha a maior quantidade
possível de informações sobre os hábitos do público-alvo, suas necessidades e
seus comportamentos. Com isso, crie um processo formal e disciplinado de ações
de abordagem. Seja agressivo sem ser invasivo.
16. Como calcular um pró-labore justo para os sócios?
É
importante separar o papel de sócio do papel de executivo. O sócio que atua como
executivo deve receber um pró-labore no máximo em linha com o do mercado. Caso a
empresa não tenha condições de pagar esse valor, a diferença poderá ser levada
em conta no futuro para ajuste de participação entre sócios executivos e não
executivos.
17. Como desenvolver um bom plano de bônus e sistema de
avaliação?
Um bom plano de bônus deve premiar a participação do
colaborador no desempenho do negócio. Durante a elaboração do orçamento, preveja
o percentual do lucro a ser destinado aos bônus. Para avaliação de desempenho,
crie critérios objetivos e tangíveis que levem em consideração o cumprimento de
metas globais e dos departamentos, além das individuais
Super FAQ
do Movimento Empreenda Pequenas Empresas Grandes Negócios
Abertura de Empresas, Assessoria Contábil e Fiscal, Recursos Humanos, Legislação de Empresas.
Estamos na era das ideias.
A empresa que for capaz de desenvolver uma cultura de criatividade e geração de ideias será vencedora.
Kevin Roberts
A empresa que for capaz de desenvolver uma cultura de criatividade e geração de ideias será vencedora.
Kevin Roberts
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Pequenas Empresas Grandes Negócios, entrei no site e vi uma dica muito boa na área de Turismo . . .
Organizador de
viagens Você pode montar sua própria agência de
viagens, cujo papel basicamente é vender passagens avulsas para pessoas
físicas ou jurídicas e revender pacotes turísticos de operadoras de turismo. O
negócio não requer grandes investimentos. Basta uma sala com mesa, computador e
telefone. Não é obrigatório ter curso superior em turismo, mas um dos
responsáveis pela empresa deve ter, no mínimo, três anos de experiência em
atividades ligadas ao setor, de acordo com o Sebrae, a entidade de apoio ao
micro e pequeno empresário.
A concorrência no ramo é grande. É preciso seriedade e dedicação para alcançar o sucesso. A empresária Vera Galindo, por exemplo, dona da Multi Turismo, de São Paulo, diz que, desde a abertura da empresa, em 2001, adotou o hábito de fazer extensas entrevistas com os futuros passageiros para descobrir as suas expectativas e preferências. Com um dossiê nas mãos, ela é capaz de traçar roteiros sob medida para qualquer tipo de público.
Vera optou por criar o seu home-office no apartamento em que mora, já que o prédio permite. O número de funcionários depende da estrutura da agência.
Vera Padula, que também tem curso universitário na área, com a qual divide o atendimento ao cliente. "Em geral, fico com os serviços administrativos e as viagens aéreas; e a minha gerente, com os pacotes", diz ela.
Se você quiser entrar no ramo, terá que registrar obrigatoriamente o negócio na Embratur, o órgão do governo federal que regulamenta o setor. A filiação à Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) é opcional. A vantagem para quem se associa à entidade é poder frequentar os cursos que ela promove, geralmente ministrados pelo Fórum das Agências de Viagens Especializadas em Contas Comerciais (Favecc), pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) e pelo Sindicato das Empresas de Turismo (Sinditur). Para o segundo semestre de 2006, estão programados cursos de iniciação em turismo para novos empresários, venda de produtos e serviços, marketing, qualidade no atendimento, legislação, gestão e finanças. As aulas são dirigidas tanto aos empresários como a seus funcionários.
O setor também oferece oportunidades para agências especializadas em viagens ecológicas, de negócios e para os praticantes de esportes de aventura. Todos esses nichos registram demanda crescente nos últimos anos. Mas a especialização exige cuidados redobrados na formação dos funcionários, na escolha dos roteiros e constante atualização sobre as novidades do mercado.
A concorrência no ramo é grande. É preciso seriedade e dedicação para alcançar o sucesso. A empresária Vera Galindo, por exemplo, dona da Multi Turismo, de São Paulo, diz que, desde a abertura da empresa, em 2001, adotou o hábito de fazer extensas entrevistas com os futuros passageiros para descobrir as suas expectativas e preferências. Com um dossiê nas mãos, ela é capaz de traçar roteiros sob medida para qualquer tipo de público.
Vera optou por criar o seu home-office no apartamento em que mora, já que o prédio permite. O número de funcionários depende da estrutura da agência.
SAIBA
MAIS
No começo, você pode contar com apenas um nas funções de
emissor de passagens e atendente. Mas você precisa se dedicar integralmente à
empresa. Nada de deixar tudo nas mãos do funcionário, por julgar que se trata de
um negócio simples. Com formação superior em turismo, Vera tem como braço
direito a gerente Vera Padula, que também tem curso universitário na área, com a qual divide o atendimento ao cliente. "Em geral, fico com os serviços administrativos e as viagens aéreas; e a minha gerente, com os pacotes", diz ela.
Se você quiser entrar no ramo, terá que registrar obrigatoriamente o negócio na Embratur, o órgão do governo federal que regulamenta o setor. A filiação à Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) é opcional. A vantagem para quem se associa à entidade é poder frequentar os cursos que ela promove, geralmente ministrados pelo Fórum das Agências de Viagens Especializadas em Contas Comerciais (Favecc), pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) e pelo Sindicato das Empresas de Turismo (Sinditur). Para o segundo semestre de 2006, estão programados cursos de iniciação em turismo para novos empresários, venda de produtos e serviços, marketing, qualidade no atendimento, legislação, gestão e finanças. As aulas são dirigidas tanto aos empresários como a seus funcionários.
O setor também oferece oportunidades para agências especializadas em viagens ecológicas, de negócios e para os praticantes de esportes de aventura. Todos esses nichos registram demanda crescente nos últimos anos. Mas a especialização exige cuidados redobrados na formação dos funcionários, na escolha dos roteiros e constante atualização sobre as novidades do mercado.
Por Wagner Roque
site:pequenas empresas grandes negócios
terça-feira, 24 de julho de 2012
Frase do Dia . . .
Tudo o que somos são nossas ideias, nosso pessoal. Isso é o que nos leva ao trabalho todas as manhã, conviver com essa gente ótima e brilhante, Sempre achei que a seleção [de pessoal] é o coração e a alma do que fazemos.
Abav abre inscrições para Feira das Américas
Novo site do evento já está no ar com opções de credenciamento gratuito
A Associação Brasileira de Agências de Viagens – Abav Nacional abriu as inscrições para os visitantes profissionais e hosted buyers que desejam participar da 40ª edição da Feira de Turismo das Américas, que será realizada entre os dias 24 e 26 de outubro no Riocentro (RJ).
Os interessados devem acessar o site do evento, na seção Credenciamento Online Gratuito, no rodapé da página inicial, informar os dados solicitados e seguir o passo a passo até a conclusão da inscrição. O prazo para inscrições gratuitas encerra no fim de agosto.
Neste ano, a Abav aposta na inovação para oferecer um evento prioritariamente voltado para a comercialização de produtos e serviços, prospecção e conclusão de novos negócios, além de capacitações, abrangendo diversos segmentos. A partir desta estratégia, a entidade convidará cerca de 800 compradores corporativos, incluindo empresas globais sediadas no Brasil e exterior, com destaque para a América Latina, América do Norte e Europa.
No ato da inscrição, os agentes de viagem podem aproveitar e solicitar passagem aérea AD90, com o qual poderão receber 90% de desconto no preço para voos entre os dias 22 e 28 de outubro com destino ao Rio de Janeiro.
Informações: http://feiradasamericas.com.br
Os interessados devem acessar o site do evento, na seção Credenciamento Online Gratuito, no rodapé da página inicial, informar os dados solicitados e seguir o passo a passo até a conclusão da inscrição. O prazo para inscrições gratuitas encerra no fim de agosto.
Neste ano, a Abav aposta na inovação para oferecer um evento prioritariamente voltado para a comercialização de produtos e serviços, prospecção e conclusão de novos negócios, além de capacitações, abrangendo diversos segmentos. A partir desta estratégia, a entidade convidará cerca de 800 compradores corporativos, incluindo empresas globais sediadas no Brasil e exterior, com destaque para a América Latina, América do Norte e Europa.
No ato da inscrição, os agentes de viagem podem aproveitar e solicitar passagem aérea AD90, com o qual poderão receber 90% de desconto no preço para voos entre os dias 22 e 28 de outubro com destino ao Rio de Janeiro.
Informações: http://feiradasamericas.com.br
Indenização entra no cálculo da Cofins
As indenizações recebidas por empresas para reparar danos patrimoniais de terceiros integram a base de cálculo do PIS, da Cofins, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e do Imposto de Renda (IR). Esse é o entendimento da Receita Federal da 4ª Região Fiscal, que abrange os Estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte.
A interpretação está na Solução de Consulta nº 49, publicada no Diário Oficial da União de ontem. Os entendimentos das soluções de consulta vinculam e devem ser seguidos apenas por aqueles que as fazem. Para os demais contribuintes, podem ser apenas um indício do posicionamento da Receita para determinados temas.
Em relação ao PIS e à Cofins, a Receita afirma que esse tipo de indenização deveria fazer parte da base de cálculo das contribuições até 27 de maio de 2009. Segundo o advogado Maurício Barros, do Gaia, Silva, Gaede & Associados, a fiscalização considera que essa indenização não estava na lista de exclusões da legislação do PIS e da Cofins da época. "Não há motivo para a tributação porque indenização não é acréscimo patrimonial, mas apenas a recuperação de um valor", afirma Barros. "Assim, não se trata de receita tributável."
No caso da CSLL e do IR, a Receita entende que só o ganho de capital apurado, decorrente do confronto da verba indenizatória e do valor contábil do bem, compõe a base de cálculo dos tributos.
Por Laura Ignacio | De São Paulo / Valor Econômico
Fonte:fenacon
MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL
Instituído por meio da Lei Complementar nº 128/08, o Microempreendedor Individual pode ser considerado um dos maiores projetos de inclusão social já criado no país. A medida consiste em trazer para a formalidade os profissionais autônomos com receita bruta de até R$ 36 mil reais que queiram desfrutar dos benefícios previdenciários, mas não possuem condições financeiras de arcar com a carga tributária.
Além da redução da carga tributária, os empresários contábeis têm a oportunidade de protagonizar um grande trabalho social no país. Beneficiados pelo Simples Nacional, agora os escritórios de contabilidade farão gratuitamente o registro do empreendedor individual e a primeira declaração anual da categoria.
A medida consiste em trazer para a formalidade esses profissionais que queiram desfrutar dos benefícios previdenciários, mas não possuem condições financeiras de arcar com a carga tributária. São sapateiros, ambulantes, manicures, barbeiros, marceneiros, encanadores, mecânicos, pintores de parede, entre outros.
Esses profissionais ganham facilidades para legalizar o negócio, ficam isentos de grande parte dos tributos e pagam taxas fixas mensais reduzidas. Assim, a nova categoria ganha direito à aposentadoria por idade ou invalidez, seguro por acidente de trabalho, licença-maternidade, além de a família ter direito a pensão por morte do segurado e auxílio-reclusão. A figura do empreendedor individual representa uma grande oportunidade para que o empresário individual se formalize, pagando pequenos valores fixos mensais, passando, assim, a exercer sua cidadania.
O registro pode ser feito pelo Portal do Empreendedor.
Neste espaço você pode consultar os escritórios contábeis que estão no Simples Nacional que prestam atendimento em todo o País, além de ter acesso aos locais onde estão ocorrendo os treinamentos e as atividades que podem ser enquadradas no Empreendedor Individual.
site:Fenacon
quinta-feira, 12 de julho de 2012
O que é Sped
Sped significa Sistema
Público de Escrituração Digital. Trata-se de uma solução tecnológica que
oficializa os arquivos digitais das escriturações fiscal e contábil dos sistemas
empresariais dentro de um formato específico e padronizado.
De forma objetiva, o Sped pode ser entendido como um software que será disponibilizado pela Receita Federal para todas as empresas a fim de que elas mantenham e enviem a este órgão informações de natureza fiscal e contábil (a partir da escrituração digital mantida nas empresas) e informações previdenciárias, bem como os Livros Fiscais, Comerciais e Contábeis gerados a partir da escrituração (já registrados nos órgãos do Comércio), além das Demonstrações Contábeis.
O contribuinte poderá validar esses arquivos, assinar digitalmente, visualizar seu conteúdo e transmitir eletronicamente seus dados para os órgãos de registro e para os fiscos das diversas esferas.
Como surgiu?
A possibilidade de conceber um projeto eminentemente digital com a eliminação do mundo fiscal em papel surgiu com a Certificação Digital, criada pela Medida Provisória 2.200-2, de 17/08/2001. A garantia de autenticidade, integridade e validade jurídica de documentos em forma eletrônica foi possível com a instituição do ICP Brasil.
O Serpro iniciou o projeto Sped, aproveitando-se da vasta experiência no desenvolvimento de aplicativos e soluções no ambiente e-gov (governo eletrônico).
Quais os objetivos e estratégias?
O objetivo desse projeto baseia-se na integração dos fiscos federal/estaduais e, posteriormente, municipais, mediante a padronização, racionalização e compartilhamento das informações contábil e fiscal digital. Além disso, o Sped visa integrar todo o processo relativo às notas fiscais.
Com isso, busca-se reduzir os custos com o armazenamento de documentos e também minimizar os encargos com o cumprimento das obrigações acessórias.
A estratégia do Sped está em se discutir e propor iniciativas com resoluções conjuntas, criar um ambiente de testes e aprovar toda a metodologia, implementação e efetivação dos seus três pilares de abrangência: Nota Fiscal Eletrônica, Escrituração Contábil e Fiscal Eletrônica.
De forma objetiva, o Sped pode ser entendido como um software que será disponibilizado pela Receita Federal para todas as empresas a fim de que elas mantenham e enviem a este órgão informações de natureza fiscal e contábil (a partir da escrituração digital mantida nas empresas) e informações previdenciárias, bem como os Livros Fiscais, Comerciais e Contábeis gerados a partir da escrituração (já registrados nos órgãos do Comércio), além das Demonstrações Contábeis.
O contribuinte poderá validar esses arquivos, assinar digitalmente, visualizar seu conteúdo e transmitir eletronicamente seus dados para os órgãos de registro e para os fiscos das diversas esferas.
Como surgiu?
A possibilidade de conceber um projeto eminentemente digital com a eliminação do mundo fiscal em papel surgiu com a Certificação Digital, criada pela Medida Provisória 2.200-2, de 17/08/2001. A garantia de autenticidade, integridade e validade jurídica de documentos em forma eletrônica foi possível com a instituição do ICP Brasil.
O Serpro iniciou o projeto Sped, aproveitando-se da vasta experiência no desenvolvimento de aplicativos e soluções no ambiente e-gov (governo eletrônico).
Quais os objetivos e estratégias?
O objetivo desse projeto baseia-se na integração dos fiscos federal/estaduais e, posteriormente, municipais, mediante a padronização, racionalização e compartilhamento das informações contábil e fiscal digital. Além disso, o Sped visa integrar todo o processo relativo às notas fiscais.
Com isso, busca-se reduzir os custos com o armazenamento de documentos e também minimizar os encargos com o cumprimento das obrigações acessórias.
A estratégia do Sped está em se discutir e propor iniciativas com resoluções conjuntas, criar um ambiente de testes e aprovar toda a metodologia, implementação e efetivação dos seus três pilares de abrangência: Nota Fiscal Eletrônica, Escrituração Contábil e Fiscal Eletrônica.
Beneficiários
O contribuinte e as administrações tributárias serão os maiores beneficiados com a implantação do projeto.
Certamente, projetos como esse promoverão mudanças no paradigma de relacionamento fisco-contribuinte numa parceria de interesses para a sociedade.
O SPED e o CFC
Numa visão de maior parceria entre fisco e contribuinte, surgiu a iniciativa do fisco em convidar para o projeto representantes da sociedade, demais órgãos e autarquias envolvidos e empresas-piloto de grande porte. Trata-se de uma "construção coletiva", ao invés de uma legislação impositiva.
O CFC tem marcado presença no desenvolvimento do Sped. Em julho de 2005, a Secretaria da Receita Federal (SRF) convidou o CFC para fazer parte do Grupo de Trabalho para Desenvolvimento do Sped. O CFC, desde então, tem participado com sugestões técnicas, especificamente quanto ao módulo de Escrituração Contábil Digital, e, sobretudo, no que diz respeito às Normas Brasileiras de Contabilidade. Vale ressaltar que o CFC, com o objetivo de orientar os contabilistas, editou, em fevereiro de 2005, a Resolução CFC nº 1.020/05, que aprovou a NBCT 2.8 - Das Formalidades da Escrituração Contábil em Forma Eletrônica.
O Leiaute Brasileiro de Contabilidade Digital (LBCD), instituído pela Resolução CFC nº 1061/05 (já revogada), foi um grande avanço. O LBCD foi um dos norteadores de uma nova versão de leiaute unificado, que atenderá as finalidades fiscais e contábeis ao mesmo tempo: DNRC - representando todas as Juntas Comerciais -, CFC, Receita Federal, Confaz - representando as 27 Secretarias de Fazenda -, Bacen, CVM, Susep, entre outros.
Atualmente, a legislação vigente contempla como "leiautes padrões" aqueles instituídos pelo Convênio ICMS 54/05 e Ato Cotepe n. 35/05 e sucessores. Assim, a partir de agora, os contabilistas devem seguir essa legislação, que é a vigente, ou qualquer outro ato que venha substituí-las.
Provavelmente, as discussões sobre o Sped caminham para o estabelecimento de adaptações e modificações nesses "leiautes padrões" de arquivos contábeis até o final deste ano, o que será fruto das experiências adquiridas no ambiente de testes com as empresas-piloto do Sped Contábil.
O que se pretende é que em 2007, em relação ao ano de 2006, sejam entregues as informações relativas ao Sped Contábil somente dessas empresas-piloto.
O contribuinte e as administrações tributárias serão os maiores beneficiados com a implantação do projeto.
Certamente, projetos como esse promoverão mudanças no paradigma de relacionamento fisco-contribuinte numa parceria de interesses para a sociedade.
O SPED e o CFC
Numa visão de maior parceria entre fisco e contribuinte, surgiu a iniciativa do fisco em convidar para o projeto representantes da sociedade, demais órgãos e autarquias envolvidos e empresas-piloto de grande porte. Trata-se de uma "construção coletiva", ao invés de uma legislação impositiva.
O CFC tem marcado presença no desenvolvimento do Sped. Em julho de 2005, a Secretaria da Receita Federal (SRF) convidou o CFC para fazer parte do Grupo de Trabalho para Desenvolvimento do Sped. O CFC, desde então, tem participado com sugestões técnicas, especificamente quanto ao módulo de Escrituração Contábil Digital, e, sobretudo, no que diz respeito às Normas Brasileiras de Contabilidade. Vale ressaltar que o CFC, com o objetivo de orientar os contabilistas, editou, em fevereiro de 2005, a Resolução CFC nº 1.020/05, que aprovou a NBCT 2.8 - Das Formalidades da Escrituração Contábil em Forma Eletrônica.
O Leiaute Brasileiro de Contabilidade Digital (LBCD), instituído pela Resolução CFC nº 1061/05 (já revogada), foi um grande avanço. O LBCD foi um dos norteadores de uma nova versão de leiaute unificado, que atenderá as finalidades fiscais e contábeis ao mesmo tempo: DNRC - representando todas as Juntas Comerciais -, CFC, Receita Federal, Confaz - representando as 27 Secretarias de Fazenda -, Bacen, CVM, Susep, entre outros.
Atualmente, a legislação vigente contempla como "leiautes padrões" aqueles instituídos pelo Convênio ICMS 54/05 e Ato Cotepe n. 35/05 e sucessores. Assim, a partir de agora, os contabilistas devem seguir essa legislação, que é a vigente, ou qualquer outro ato que venha substituí-las.
Provavelmente, as discussões sobre o Sped caminham para o estabelecimento de adaptações e modificações nesses "leiautes padrões" de arquivos contábeis até o final deste ano, o que será fruto das experiências adquiridas no ambiente de testes com as empresas-piloto do Sped Contábil.
O que se pretende é que em 2007, em relação ao ano de 2006, sejam entregues as informações relativas ao Sped Contábil somente dessas empresas-piloto.
No site da Receita Federal há um
link exclusivo do Sped, onde já estão publicados e disponíveis para
download todo material público, inclusive algumas apresentações e
palestras realizadas.
Premissas do SPED
- Empresários, sociedade empresária e contabilista usarão assinatura digital com certificação digital no padrão ICP-Brasil;
- A entrega do documento fiscal eletrônico será via internet (on-line em condições normais ou off-line em caso de contingência);
- Identificar dispositivos legais tanto na esfera comercial como na esfera fiscal, para dar suporte jurídico às escriturações fiscal e contábil digitais, bem como à Nota Fiscal Eletrônica - NF-e;
- Ênfase na premissa de que o contribuinte é o responsável legal pela guarda dos arquivos digitais que conterão as escriturações;
- Implementar uma política gradativa de inclusão fiscal e social do projeto.
- Empresários, sociedade empresária e contabilista usarão assinatura digital com certificação digital no padrão ICP-Brasil;
- A entrega do documento fiscal eletrônico será via internet (on-line em condições normais ou off-line em caso de contingência);
- Identificar dispositivos legais tanto na esfera comercial como na esfera fiscal, para dar suporte jurídico às escriturações fiscal e contábil digitais, bem como à Nota Fiscal Eletrônica - NF-e;
- Ênfase na premissa de que o contribuinte é o responsável legal pela guarda dos arquivos digitais que conterão as escriturações;
- Implementar uma política gradativa de inclusão fiscal e social do projeto.
fonte: CFC
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